quinta-feira, 18 de março de 2010

Promoção Não Tenho Limites - Herbert e Nextel


Herbert Vianna não tem limites. Por isto, a Nextel o convidou para ser "o cara" da empresa em sua nova campanha publicitária.



A grande boa nova é que os fãs podem concorrer a uma guitarra autografada pelo Herbert e, ainda, o direito de ir a um show dos Paralamas e conhecê-lo de perto.

Enfim. Pra tudo isso, basta clique AQUI ou no BANNER ACIMA. E de quebra, ajudar esta humilde blogueira a faturar um prêmio bem bonito.

terça-feira, 2 de março de 2010

Pela vida, trazendo o novo


Conheço a Deise desde 2003, eu acho. "Entre o Longo Caminho e o Uns Dias", ela disse hoje, usando a nossa linha do tempo preferida: a paralâmica. Falar "antes e depois do acidente", para nós, é mais recorrente do que faz a Bíblia no original "antes e depois de Cristo". Quando conversamos pela internet, sempre perguntamos sobre a vida um do outro, falamos sobre futebol (ela gremista, eu são paulino) mas, inevitavelmente, sempre caímos na tentação de falar de Paralamas.

Hoje ela postou um novo texto neste nosso blog, sobre um vídeo do Herbert que apareceu no Youtube e que você pode conferir logo abaixo. Assunto vai, assunto vem, e acabamos falando do filme "Herbert de Perto", que ela brilhantemente resenhou (e que você também confere aqui no blog). Ao final deste post, tem um link para um texto escrito por mim no finado blog "Na Pista", uma página que criei sob a emoção do lançamento do disco "Hoje" e que me abriu muitas portas, pessoais e profissionais.

Fui reler este texto, datado de 29 de março de 2006. Há quatro anos atrás, eu assistia à primeira versão do longa de Roberto Berliner e Pedro Bronz. Minha escrita estava emocionada, vibrante, quase falada, com exclamações de sobra. Lembro que escrever, nessa época, não era um exercício que envolvia disciplina, mas uma ação emotiva. Quase sem querer, as palavras iam formando frases, que se juntavam e viravam parágrafos, que no final pareciam um texto.

Fiquei emocionado ao reler este e outros textos desta época (como uma entrevista feita de suor e cerveja com Bidu Cordeiro dentro de um banheiro fedendo a xixi no Sesc Pompéia em São Paulo, após um show da Orquestra Imperial, que nesta época era apenas uma banda desconhecida formada por músicos desconhecidos). Comentei com a Deise esse estranhismo que me causou a leitura deste texto de quatro anos atrás. A partir disso, eu e Deise começamos a pensar como o tempo passou, como nosso fanatismo pelos Paralamas também sofreu a ação do tempo e como ler nossos textos do passado era, também, uma forma de assistirmos nosso crescimento pessoal.

A vida passa, as pessoas mudam, lugares que frequentávamos já não frequentamos mais e alguns sonhos, que antes sentíamos estar a um passo de realizá-los, hoje parecem apenas pensamentos ingênuos de alguém que não entendeu que a vida não é filme. Interessante, porém, é que qualquer mudança de endereço e de conceito não foi capaz de nos deixar distantes dos Paralamas. Pelo contrário: hoje nos sentimentos mais próximos deles, nos sentimos parte de uma família que cujos pais são Herbert, Bi, Barone, Fera, Bidu e Monteiro e cujos filhos são os Eduardos, Deises, Rafaéis, Rodrigos, Alês, Julianas e Brunas...

"Quando foi olhar, já passou".

Esse sentimento de que o tempo voou e a gente não percebeu fica extremamente presente quando relemos nossos textos. Mas, se hoje somos mais responsáveis, mais pés no chão e mais velhos, também podemos dizer que somos mais fãs do que nunca de uma banda que conseguiu entrar em nossas vidas de uma forma tão intensa que, a partir do que escrevemos sobre ela, conseguimos enxergar quem nós realmente somos.

Novo vídeo de Herbert no YouTube

Hoje surgiu no YouTube um curioso vídeo de uma gravação de Herbert Vianna.
Ele aparece em frente às câmeras ora empunhando sua guitarra, ora conversando, ora ao celular ou nos bastidores... ficamos todos nos perguntando: afinal, que vídeo é este?
Será o making off do Herbert de Perto? Um novo DVD?
No meio até tem um trecho de "Selvagem"!

Aguardamos a solução deste mistério...

POR ENQUANTO, ASSISTA AO VÍDEO:


sábado, 23 de janeiro de 2010

Herbert de perto: vida e música do líder dos Paralamas do Sucesso



Muito já foi falado e escrito sobre o documentário de Roberto Berliner, que tem previsão de lançamento em DVD para fevereiro próximo. Há muito quero comentá-lo, depois de assistir ao filme duas vezes, mas achava que poderia ser repetitivo demais expor, mais uma vez, o que já foi tantas vezes dito sobre ele: a história de superação de Herbert de Vianna exposta com tanta sensibilidade ou a inacreditável trajetória e a união dos Paralamas, enfim.



Queria escrever mesmo sobre o que mais me tocou. Muito além da narrativa sobre a vida de Herbert Vianna e a carreira dos Paralamas, a edição conferida pela equipe de Berliner e da TVZero à película destacou a música do nosso querido. O título do documentário já deixava claro que um dos aspectos tratados seria este, mas a forma delicada da abordagem é que me deixou emocionada. Ela, a música de Herbert, é o fio condutor. E para os fãs da banda, assistir certas imagens relacionadas à obra de HV vale mais do que ouro.



O filme inicia com "Flores no Deserto", que dá a linha para uma rápida reflexão sobre quem foi o Herbert na sua juventude - um perfeccionista dedicado, cheio de garra e de sonhos, certo das vitórias que ainda conquistaria e de uma vida sem desvios no percurso - e quem ele é hoje: "Um dia posso até pagar por isto, o impossível é meu mais antigo vício"; "Estava calmo por acreditar em perfeição, tal qual o tolo da colina na canção".



Quando trata “Alagados” a cena não é somente o lindíssimo videoclipe filmado pelo próprio Roberto Berliner em 1986, mas o show realizado na Favela da Maré citada na canção, em 2005, na inauguração da Lona Cultural Herbert Vianna. Ali, pouco menos de 20 anos depois de seu lançamento, “Alagados” está pulsante, cantada aos brados pelo público e executada com garra pelos Paralamas. O grito de “Mengo”, na reinvenção da música feita pelos moradores da Maré, enche os olhos de Herbert de brilho. Momento único.



Em ebulição criativa nos anos 90, Herbert faz laços musicais com a Argentina. Chama, então, Charly García para gravar piano em “Saber Amar”... o documentário traz cenas até então inéditas daquele estúdio em 1995. Assim, ficamos sabendo que a letra da canção fora feita para Bi Ribeiro e a complexidade de suas relações amorosas: é o Herbert “conselheiro sentimental”, transformado em um dos compositores mais sofisticados do país. E podemos sentir a intensidade do momento da criação de uma das mais bonitas músicas dos Paralamas: Herbert e Charly gritam, se abraçam, discutem, se amam. Depois de assistir tais cenas, nunca mais alguém ouvirá “Saber Amar” com os mesmos ouvidos.



Outra música que não consigo mais ouvir sem pensar no documentário é “Tendo a Lua”. Ela aparece no momento em que surgem imagens de Lucy, Herbert e as crianças. A cena é tão bonita, que a canção parece ainda “maior”, ainda mais delicada. E ela dá o sentido exato de como o documentarista quis tratar a família Needham-Vianna: com saudade, mas sem dor; com a leveza que foi (é) a relação dos cinco... “tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua, merecia a visita não de militares, mas de bailarinos e de você e eu”.



E para a saída de Herbert do hospital, qual a música escolhida? “Sempre te quis”. Querem coisa mais sensível e menos óbvia? Podia ser alguma, sei lá, do “Longo Caminho”. Mas aquela letra demonstra o sentimento exato de todos diante daquele esperado momento: era ele que sempre quisemos assim, voltando aos nossos olhos, à nossa vida. O mais incrível de tudo é que nunca são somente as letras que compõem as cenas, mas também as melodias. Tudo se encaixa. É assim com vários sucessos, mas também com “Dois Elefantes”, com “A primeira neve”... Estas bonitezas que amamos, crias de Herbert, estão todas ali, para quem as conhece e para quem nunca antes havia tido a oportunidade de apreciá-las. “Eu não sei nada”, por exemplo, é trilha para a paixão de Herbert por voar.



“De Perto”, enfim, encerra o filme. Não só porque dá nome ao documentário, mas porque é o ponto de chegada da narrativa de Berliner. Ali, Herbert está em meio aos seus queridos, cantando uma música que saúda o seu amor por Lucy, depois de tudo o que passou. "Herbert de Perto" acaba, mas a cena faz entender que, como todos nós sabemos, a vida e a música de seu principal personagem , não.



Os letreiros sobem sob o som de "Ska", cuja letra diz que "a vida não é filme" e que "tanto faz se o herói não aparecer". A vida de Herbert não é filme; não há uma explicação teleológica para uma trajetória, com início, meio e fim, tudo equilibrado. O cara que aparece ali tampouco é herói; é, como todos nós, alguém que faz suas escolhas, algumas certas e outras nem tanto, alguém que apesar de todas suas estratégias e planos ainda é surpreendido pelo devir. É, ainda, um homem ("que tem sob a pele pétalas, que tem sob as unhas espinhos") que expôs todas as suas vivências em sua obra: a juventude, as vitórias, as preocupações sociais, os porres (como em "Tribunal de Bar"), o amadurecimento ("Trinta Anos"), os amores incondicionais, a perda destes amores, a paternidade ("Luca, "Santorini Blues"), a separação dos pais ("A nossa Casa"), a vida como cadeirante ("Ponto de Vista", "Brasil Afora"), a alegria de estar vivo, enfim... não há traços de heroísmo nesta história, mas sim de pura humanidade - carne, osso e coração.




+ Leia textos dos mais interessantes escritos sobre o "Herbert de Perto": o de Eduardo Lemos, o de Luiz Zanin Oricchio e o de Rodrigo Lua



+ Assista ao trailer de "Herbert de Perto":

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A palavra de João Barone (ou "um outro sonho tanto quanto os que já vivi")

Sempre quis assistir um show especial dos Paralamas, aqueles de gravação de DVD, estas coisas. Nunca pude, nunca fui (apesar de que as oportunidades não faltaram) e sempre fico com raiva de mim mesma por não ter participado, principalmente quando consigo localizar, na minha televisão, conhecidos e amigos se divertindo ou se emocionando (no Acústico, no show da volta do Fantástico ou da MTV, no Uns Dias Ao Vivo, enfim...). Mas eis que, no dia 09 de outubro, Barone me dá uma pontinha de esperança: em uma pausa na apresentação aqui em Porto Alegre, ele fala da candidatura do Teatro do Bourbon Country como locação para o registro da Turnê Brasil Afora. Ele falou CANDIDATURA, ou seja, pode ser que tenha sido uma ideia corriqueira (destas que não se concretizam), ou que priorizem São Paulo ou Rio de Janeiro de novo, afinal boa parte do público - e da estrutura - está lá... mas seria incrível. Paralamas, Os Quatro, Tv Zero ou Conspiração (minhas produtoras brasileiras de filmes favoritas, portanto, minha torcida sempre é para que escolham uma das duas): considerem a possibilidade, ok? Sim, já estou engajada na campanha.

Abaixo, o link de um vídeo que a Camila (fã-historiadora-gaúcha, como eu) gravou do JB falando do lance do DVD, pra comprovar. O curioso é que, logo no início, ele está explicando a queda do cenário que ocorreu antes do previsto (conforme relatei no post anterior). Talvez, se ele não tivesse comentado, metade do público nem adivinharia que aquilo tinha sido uma falha técnica... ê, João!


CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO


sábado, 10 de outubro de 2009

“Rodando Brasil Afora” – Porto Alegre, 09 de outubro de 2009

5 meses depois, lá eu estava novamente em um show do “Brasil Afora”. Passado o nervosismo da estréia, a tranqüilidade imperava na banda (e em mim) quando da entrada no palco do Teatro do Bourbon Country para mais uma empreitada. Os músicos-operários dos Paralamas encaram cada espetáculo como se fosse mais uma nova e importante obra de suas vidas, e não foi diferente aqui em Porto Alegre. Entusiasmo, olhares otimistas, alegrias e surpresas com as respostas do público, improviso. Tudo estava ali, como se o tempo nunca passasse, como se nada nunca mudasse.


O público, aliás, parecia estar sedento de um show da banda. Afinal, três anos sem uma apresentação “solo” dos Paralamas não é pouca coisa (afora o show com os Titãs, o último show na capital gaúcha havia sido da turnê “Hoje” no dia 19 de outubro de 2006, no Bar Opinião). E todos corresponderam a saudade e a alegria de rever Herbert, Bi e João no gogó, nas palmas, nos gritos pedindo “mais um”, ou saudando a banda com o já famoso “Uh! Paralamas”. O público cadeirante, cada vez mais numeroso em shows paralâmicos, também atentava a cada música, fazendo valer a pena “cada segundo, cada momento, cada instante”... Um jovem menino, em especial, à esquerda de Herbert, se emocionava a cada refrão: acompanhado de seus pais, cantava todas, acompanhava com palmas, balançava o corpo como podia. Suado, quando Herbert cantou “em cima destas rodas também bate um coração”, ele bateu com orgulho no peito, compartilhando e sendo cúmplice do mesmo sentimento de seu ídolo. Momentos assim, de humanidade e de carinho, só um show dos Paralamas proporcionam com tanta intensidade.


O repertório foi o mesmo da estréia em Curitiba, com exceção da inclusão de “Óculos” no bis. Diferentes mesmo foram os imprevistos e improvisos que, como disse João Barone durante o show e, depois, no camarim, fazem de um show inesquecível e especial. Durante “O Calibre”, ocorreu um problema na sua bateria. Algo que ele explicou pra nós, mas que eu, no meu desconhecimento instrumentalístico desconheci e não sei explicar. O Cerqueira, roadie de JB, correu para arrumar a batera e ficou ali, debaixo daquela imensidão de tons e de Barone por quase toda a música. No final da música, enquanto ainda se tentava arrumar o instrumento, Herbert aproveitou para fazer uma de suas piadas escatológicas, que tinha o JB como personagem. Na canção seguinte, “Meu Erro” (assista vídeo abaixo), João resolveu detonar, e a introduziu com todo o gás possível e imaginável. A iluminação estava linda – como em todo o show -, a galera veio abaixo, mas eis que a maior surpresa do show resolveu se antecipar. O pano do cenário cai, na troca que deveria ocorrer em “Mormaço”, por um tropeço do Zé lá na coxia. Até deu um frisson na galera, mas a troca de cenário ficou tão deslocada (lógico) que a maioria nem percebeu ou entendeu. Uma pena, já que a introdução do set acústico é uma das partes mais bonitas do show (daqueles momentos impactantes que todos comentam depois).


Dizer que ficar ouvindo e observando com detalhes a magistral atuação do trio + Fera + Bidu e Monteiro é algo sempre indescritível, já é lugar comum. Mas são as melhores coisas pra um fã... desta vez, meu posicionamento foi em frente ao Fera e ao Bi. E a coluna de baixo dele ficava bem pertinho e eu pude ouvir todos os graves com perfeição, suspirando, de novo, na linha de “Romance Ideal” (assista vídeo abaixo). Herbert lembrou os Beatles em duas ocasiões: “Norwegian Wood”, em “Cuide bem do seu amor” – e o Rubber Soul é um dos meus favoritos - e “Day Tripper” em “Alagados”. E o JB, meu Paralama preferido, esteve perfeito, como sempre – e “a la Copeland”, em “Vital e sua moto/Every breath you take”, a última do show, fica melhor ainda (assista vídeo abaixo).

Depois de longa espera, eu já cansada – meu corpo doía no final do show, no melhor estilo “o trem da juventude é veloz, quando foi olhar já passou” -, entramos no camarim, e eu nem sei por que ainda faço isso. Só pra dar um carinho e ver o brilho nos olhos de cada um de perto, ter certeza que a “vibe” está ali mesmo, como sempre. Desta vez, finalmente, consegui falar tudo o que sinto pro Herbert, porque em outras ocasiões sempre havia “travado”... não foi assim, tudo, mas ao menos consegui me expressar. E ele ficou me ouvindo, olhos nos meus olhos, e eu tendo que segurar a onda. Melhor momento da minha vida ever, “ainda que pareça tolo ou sem sentido”. Acho mesmo que é, simplesmente, “amor incondicional”, como diria o Scandurra.













Ps.: peço desculpas pelo abandono do blog, logo em seu início. Mas a vida está puxada...


Adendo: agradecimentos especiais às queridas amigas paralâmicas e ao querido amigo paralâmico que foram parceiros neste show - Letícia, Marcia, Camila e Jeferson.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

"A Palavra Certa" - Entrevista de Herbert à Folha de São Paulo

Quem não sonha em se ver compreendido e perdoado?
Ver seus erros e tropeços como equívoco explicados?
(Tempero Zen)

Quero te pedir perdão
Por viver assim aos prantos
(Taubaté ou Santos)

Não viver a causar pena
Por cuidar tanto das pernas
(Brasil Afora)

Estes três trechos de músicas do Brasil Afora, último álbum dos Paralamas, são autobiográficos. Através deles, podemos chegar mais perto de Herbert Vianna e entender, ao menos um pouco, o que acontece no coração e no pensamento do nosso cantor, guitarrista e compositor favorito oito anos após aquele trauma imenso (é lógico que a história não precisa ser repetida aqui...). Além das canções, eram poucas as oportunidades em que Herbert podia se expressar de forma mais pessoal, demonstrando sentidos e sabores de seu cotidiano.

A recente e excelente reportagem de Mônica Bergamo para a Folha de São Paulo, intitulada “Memórias de Herbert”, possibilita enxergarmos com mais nitidez o Herbert que vemos nos shows, nos camarins ou em participações na televisão: um homem cuja ferida pela perda de sua mulher não cicatrizará, que tem na música o alimento para se manter vivo, que mantém intacta sua inteligência requintada, sua sensibilidade mais plena. Um homem que, apesar de necessitar de cuidados especiais, mantém-se forte e apoiado, sempre, na família – tendo a “figura materna” das duas filhas como “porto seguro” - e nos melhores amigos, os Paralamas – parte essencial na “alimentação” de sua alma.



A mesma reportagem também mostra que é possível que a trágica história que Herbert carrega consigo pode ser observada por vertentes tão simples, como a informação de que suas filhas gostam mais da Paraíba que de Londres e que seu enfermeiro o acompanha há 5 anos, entre dividir quartos de hotéis e ajudá-lo em suas funções mais básicas.

Herbert gosta de falar; às vezes pode se perder ou demorar, mas sempre o que diz tem sua razão de ser dito, tem opiniões sinceras mesmo quando não tem opinião, como no caso do terceiro mandato de Lula. Ele também não se furta em comentar assuntos muito particulares, como sua vida sexual após a paraplegia, assunto que podia se tornar um “tabu”, imersos que estamos em uma sociedade sexista, machista... a falta de sensibilidade nos membros inferiores não esmorece Herbert: ele acaba por canalizar o seu prazer, a sua energia na música. Por esta razão, ele diz que acaba substituindo um possível "drive tarado" - usando as palavras do próprio Herbert -, por instrumentos musicais e tecnologias afins.

As entrevistas de Herbert pré-acidente sempre foram muito legais de se ler; pós-4 de fevereiro não nos lembramos de outra senão essa da Folha. Quem sabe, a partir de agora, não voltamos a “ler” mais Herbert Vianna?



Texto de Deise e Eduardo

Créditos

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Fontes: Tipografia Artesanal Urbana

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